Inicio as postagens do meu blog oferendo aos visitantes uma mensagem proferida pelo mestre Buda Sidarta Gautama, para que possamos refletir sobre a vida e o amor. Boa leitura!
(Este texto é um excerto do livro “Budismo:
psicologia do autoconhecimento”)
(...)
Pela ignorância, a idéia de apego surge no homem comum não
esclarecido, porque o ego, pela insatisfatoriedade, tende sempre a se
preencher, se completar e se expandir. Assim, preenchemos e completamos nosso
ego psicologicamente pela esposa, filhos (os filhos pelos pais), amigos, pelo clube a que pertencemos,
pelo país em que vivemos etc. Todos nós nos completamos psicologicamente porque
somos dependentes uns dos outros. Porém esta união, que nos completa, que nos
traz felicidade, é algo muito precário. Pela natureza impermanente desta
existência, não se pode manter esta união e felicidade indefinidamente, mais
cedo ou mais tarde há uma separação inevitável e isto é sofrimento.
Porém, quando, pelo autoconhecimento e progresso espiritual,
vamos compreendendo gradativamente as Quatro Nobres Verdades, os fenômenos que
caracterizam a existência (Impermanência, Insatisfatoriedade e Impessoalidade),
o que é a Sabedoria, então não vamos mais nos completar psicologicamente.
Continuaremos a amar os outros de uma maneira mais correta, e o apego irá se
manifestando cada vez mais fracamente.
O amor no homem comum está sempre ligado ao apego, há sempre a
idéia de propriedade: "meu filho", "meu marido",
"minha esposa", "meu pai", etc. Este amor é inseparável do
apego.
Quando, pelo desenvolvimento da Sabedoria, vamos ganhando essa
capacidade de amar sem nos apegar, há verdadeira felicidade, porque amamos sem
nos escravizar aos outros e às coisas. Gradativamente, nos tornamos a nossa
própria lanterna, não mais dependendo dos outros para nos completar
psicologicamente.
Referência
SILVA, Georges da; HOMENKO,
Rita. Budismo: psicologia do
autoconhecimento. São Paulo: Pensamento, S/D. (p.)


